Se você acompanha o TecnoUp, sabe que eu tenho uma longa história com a Fifine. Já passaram por aqui headsets, microfones de lapela e diversos modelos de mesa. Sou fã assumido da marca pelo custo-benefício: eles conseguem entregar uma qualidade próxima aos equipamentos high-end por uma fração do preço.
Recentemente, a curiosidade bateu forte e eu pedi para eles me mandarem o Fifine AM8 (AmpliGame). Mas, como já existem muitos reviews por aí, decidi fazer algo diferente: além de testar o áudio, eu literalmente abri o microfone para vermos o que tem lá dentro.
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Unboxing e Primeiras Impressões
A Fifine sempre capricha na apresentação. O manual é colorido e muito bem explicativo, algo raro hoje em dia. Na caixa, além do microfone (que é surpreendentemente grande, com quase 25 cm), temos uma base de mesa pesada e um cabo USB de excelente qualidade, que já vem com velcro e adaptador USB-C — o que facilita muito a minha vida, já que gravo direto no celular.

Versatilidade: USB e XLR no mesmo aparelho
O grande trunfo do AM8 é ser um microfone “híbrido”.
- USB-C: Ideal para quem faz lives, streaming ou, como eu, quer praticidade para plugar no PC ou smartphone e sair gravando.
- XLR: Para quem busca um nível profissional, permitindo ligar o microfone em mesas de som ou interfaces de áudio para podcasts.
- Saída de Monitoramento: Ele possui entrada P3 para fones de ouvido. Eu usei o meu fone da Fifine para monitorar e o controle de ganho direto no corpo do microfone facilita muito o ajuste em tempo real.
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O Teste de Fogo: Qualidade do Áudio Dinâmico
Por ser um microfone dinâmico, ele é excelente para quem grava em ambientes não tratados (com barulho de vizinho ou cachorro latindo). A captação é direcional: você precisa falar de frente para a cápsula. Isso ajuda muito a isolar ruídos externos.
O que não me agradou tanto:
- Tamanho: Ele é bem robusto. Se você tem um setup pequeno, ele pode ocupar bastante espaço visual.
- Ruídos de Manuseio: Como o corpo é de plástico e ele não possui um shock mount interno tão eficiente quanto o do meu antigo “foguetinho” (AmpliRocket), qualquer toque no corpo do microfone durante a gravação gera um barulho perceptível.
- Interferências: Em alguns momentos notei um leve chiado. Pesquisando, vi relatos de que interferências de modems ou antenas próximas podem afetar o sinal.
Abrindo o Fifine AM8: O que tem dentro?
Ao desmontar, notei que a construção interna é muito limpa e bem projetada. Um detalhe que me chamou a atenção foi uma mola de aterramento interna. Isso mostra que a Fifine se preocupou em evitar ruídos elétricos, algo que muitos microfones baratos ignoram.
Embora o corpo seja de plástico, os encaixes são precisos e a placa de circuito é bem organizada. Para quem gosta de customização, ele tem LEDs RGB que podem ser alterados ou totalmente desligados (que é como eu prefiro usar).
Confira o vídeo completo com o teste de áudio e a desmontagem:
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Vale a pena?
Atualmente, gravo meus vídeos conectando o AM8 via USB-C diretamente no meu Samsung. A qualidade é muito satisfatória e dispensa grandes edições de áudio na pós-produção. É prático, bonito e versátil.
E você, prefere microfones mais discretos ou gosta desse visual mais robusto do AM8? Deixe seu comentário e não esqueça de conferir os outros reviews da Fifine aqui no TecnoUp!
