Em fevereiro de 2013, o mundo da tecnologia parava para ouvir um anúncio que mudaria o rumo dos navegadores: o Opera, conhecido por sua independência e pelo motor próprio Presto, anunciava a transição para o WebKit (base do Chromium). Naquela época, o navegador comemorava a marca de 300 milhões de usuários.
Hoje, olhamos para trás para entender como essa decisão, escrita originalmente aqui no TecnoUp pelo Gabriel Cordeiro, moldou o navegador que usamos em nossos celulares.
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O Que Mudou de Lá para Cá?
A mudança para o motor do Chrome (Chromium/WebKit) foi polêmica, mas permitiu ao Opera focar no que ele faz de melhor: funcionalidades exclusivas.
Se antes o foco era “fazer os sites carregarem”, hoje o Opera se destaca por:
- Opera GX: O primeiro navegador gamer do mundo, com limitadores de RAM e CPU.
- IA Integrada (Aria): O uso de inteligência artificial nativa, algo impensável em 2013.
- Ecossistema Mobile: A integração perfeita que mostramos nos vídeos do S20 FE, onde você continua a navegação do PC no celular instantaneamente (Flow).
Essa transição permitiu que o Opera não morresse como o Internet Explorer, mas se reinventasse como uma alternativa de nicho poderosa.
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📝 Nota de Arquivo
O texto abaixo foi publicado originalmente em 13 de fevereiro de 2013 por Gabriel Cordeiro. Mantemos o conteúdo original para fins históricos e de registro da evolução da web.
Opera atinge 300 milhões de usuários e agora utiliza WebKit
O navegador Opera anunciou hoje que atingiu a marca histórica de 300 milhões de usuários mensais em todas as suas plataformas (Windows, Mac, Linux e mobile). Mas a grande surpresa do dia não foi apenas o número de usuários, e sim o anúncio de que a empresa norueguesa deixará de usar o seu motor de renderização próprio, o Presto, para adotar o WebKit.

Segundo a empresa, a transição será gradual e os primeiros produtos com o novo motor devem ser apresentados ainda este ano. Com essa mudança, o Opera se junta ao Google Chrome e ao Safari da Apple no uso do WebKit, o que deve facilitar a vida dos desenvolvedores web, que agora terão menos um motor para se preocupar na hora de otimizar seus sites.
Por: Gabriel Cordeiro
