Homem com barba longa, chapéu e óculos escuros segurando um smartphone que exibe a interface de configuração de taxa de atualização de tela

Quem acompanha tecnologia ou joga no PC sabe o quanto uma tela fluida faz diferença. Mas você já reparou como essa conversa sobre Hertz (Hz) e taxa de atualização tomou conta do mundo dos celulares?

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O que antes era um recurso exclusivo de aparelhos caríssimos, hoje já está na palma da sua mão, mesmo em modelos mais acessíveis.

A grande questão é que, no dia a dia, muita gente ativa os 120Hz em busca de animações mais suaves, mas acaba levando um susto com o consumo de energia. Afinal, vale a pena abrir mão da autonomia da bateria por um visual mais bonito?

Neste artigo do TecnoUp, nós vamos entender de forma simples o que é essa tecnologia e como ela evoluiu. E o melhor: vou te mostrar um truque prático usando as ferramentas nativas do sistema para fazer o seu smartphone alternar essa velocidade de forma inteligente, garantindo o máximo de fluidez sem detonar a sua carga. Mas antes de irmos direto ao tutorial, você sabe como essa “mágica” visual começou lá no século XIX?

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Um pouco de história: Dos Irmãos Lumière aos Pixels

No final do século XIX, os irmãos Lumière revolucionaram o mundo ao criar a ilusão de movimento através de fotos estáticas projetadas rapidamente.

Os irmãos Lumière (em francês: [lymjɛːʁ]), Auguste Marie Louis Nicolas Lumière (19 de outubro de 1862 – 10 de abril de 1954) e Louis Jean Lumière (5 de outubro de 1864 – 6 de junho de 1948),[1][2] foram fabricantes franceses de equipamentos de fotografia, mais conhecidos por seu sistema de imagens em movimento Cinématographe e pelos curtas-metragens que produziram entre 1895 e 1905, o que os coloca entre os primeiros cineastas. Sua exibição de um único filme em 22 de março de 1895, para cerca de 200 membros da Société d'encouragement pour l'industrie nationale (Sociedade para o Desenvolvimento da Indústria Nacional) em Paris foi provavelmente a primeira apresentação de filme projetado. Sua primeira exibição pública comercial em 28 de dezembro de 1895, para cerca de 40 visitantes pagantes e parentes convidados tem sido tradicionalmente considerada como o nascimento do cinema. Tanto as técnicas quanto os modelos de negócios dos cineastas anteriores se mostraram menos viáveis do que as apresentações revolucionárias dos Lumière.
Auguste e Louis Lumière, os inventores franceses do cinematógrafo que revolucionaram a projeção de imagens em movimento a partir de 1895. (Foto: Wikipedia)

Esse princípio, patenteado em 1895, ainda é a base mecânica de tudo o que vemos hoje, seja nas telas de cinema, nas TVs ou na tela do seu celular. A diferença é que a engenharia atual faz essa “mágica” acontecer em uma velocidade que os pioneiros do cinema sequer conseguiriam imaginar.

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O que é, de fato, a Taxa de Atualização?

Embora nossos olhos percebam uma imagem contínua e fluida, a tela do celular se apaga e acende centenas de vezes por segundo.

Captura de tela de um smartphone mostrando o menu de configurações da taxa de atualização do display, com as opções "Alta", "Padrão" e o modo de seleção inteligente ativado.
Interface de configuração da Motorola: o modo inteligente utiliza inteligência artificial para alternar a taxa de atualização e economizar bateria. (Print: TecnoUp)

A taxa de atualização, medida em Hertz (Hz), indica exatamente quantas vezes por segundo o painel consegue renovar a imagem projetada.

  • 60 Hz: A tela atualiza 60 vezes por segundo (o padrão da indústria por décadas).
  • 120 Hz: Dobra essa frequência, proporcionando uma suavidade visual muito maior em transições e animações.
  • 144 Hz a 240 Hz: O novo padrão focado em performance extrema e jogos competitivos.

Todo esse processo acontece graças a uma comunicação ultraveloz entre o display e a GPU (Unidade de Processamento Gráfico) do processador, que processa e decide o que projetar em frações de milissegundos.

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O Equilíbrio de Energia: Telas LTPO 3.0 e Inteligência Artificial

Antigamente, manter a tela travada em uma frequência alta significava drenar a carga da bateria em poucas horas. Atualmente, a grande revolução do mercado é a tecnologia LTPO 3.0. Ela permite que o painel seja dinâmico e inteligente: se você está jogando um jogo de ação, a taxa sobe para 144Hz; se você para de interagir e fica apenas lendo um texto estático, a frequência cai para até 1Hz de forma automática.

Fabricantes como a Motorola, por exemplo, utilizam recursos de Inteligência Artificial para gerenciar esse equilíbrio diretamente no sistema de forma imperceptível, garantindo fluidez total nas animações e máxima economia de energia quando o aparelho está ocioso.

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Quais os benefícios reais no dia a dia?

A alta taxa de atualização vai muito além do público gamer. Ela melhora a usabilidade geral do smartphone em tarefas simples:

  • Navegação Fluida: Aquele incômodo “rastro” ou borrão que aparecia ao rolar rapidamente o feed do Instagram ou ler portais de notícias desaparece. A rolagem de página fica limpa e contínua.
  • Vantagem em Jogos: Em jogos mobile de tiro (FPS) ou corrida, reações imediatas são cruciais. Uma tela de alta frequência permite que você visualize a ação do adversário frações de segundo antes de quem utiliza telas comuns.
  • Conforto Visual: Com a redução da cintilação do painel e movimentos mais harmônicos, o cansaço ocular diminui drasticamente após longos períodos de uso.

O Problema dos Celulares Samsung (Como o Galaxy S20 FE)

Se por um lado marcas como a Motorola trazem um modo automático nativo eficiente, a Samsung adota uma abordagem diferente em vários de seus modelos populares, como o Galaxy S20 FE. Nas configurações de visor da One UI, o usuário geralmente precisa escolher entre duas opções fixas:

  1. Alta (120 Hz): Garante máxima suavidade nas animações, mas consome significativamente mais bateria.
  2. Padrão (60 Hz): Limita a taxa de atualização para prolongar a duração da carga no dia a dia.

Como o sistema não alterna de forma inteligente por padrão nesses modelos intermediários premium, muitos usuários preferem deixar o aparelho capado em 60Hz para não ficarem sem bateria no meio do dia. Felizmente, existe um truque simples usando as ferramentas nativas da própria Samsung para criar o seu próprio modo automático.

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Passo a Passo: Como Automatizar os 120Hz na Samsung para Economizar Bateria

Para resolver esse problema, a estratégia ideal é configurar o sistema para rodar em 60Hz por padrão e criar uma rotina automatizada que só ativa os 120Hz quando você abrir aplicativos específicos ou jogos.

Passo 1: Definir a tela em 60Hz como padrão

  1. Acesse as Configurações do seu celular Samsung.
  2. Vá até a opção Visor.
  3. Clique em Suavidade do movimento.
  4. Selecione a opção Padrão (60 Hz) e clique em Aplicar.

Passo 2: Criar a Rotina na Bixby Routines (Modos e Rotinas)

  1. Procure pelo aplicativo Modos e Rotinas (ou Bixby Routines) no seu aparelho.
  2. Clique no ícone de “+” para adicionar uma nova rotina.
  3. Na seção “Se” (Condição), adicione os gatilhos:
    • Selecione Jogo em andamento (assim, qualquer jogo ativará a regra).
    • Adicione também a condição Aplicativo aberto e marque manualmente as redes sociais e apps de navegação que você deseja ver com mais fluidez (como Instagram, Gmail, X/Twitter e YouTube).
  4. Na seção “Então” (Ação):
    • Clique em Visor e selecione Suavidade do movimento.
    • Mude para Alta (120 Hz) e clique em concluído.
  5. Certifique-se de que a opção Inverter ações ao término da rotina está ativa. Dessa forma, assim que você fechar o app ou o jogo, o celular retorna automaticamente para os 60Hz, poupando energia.
  6. Dê o nome de “Automatizar taxa de atualização” para a sua rotina, escolha um ícone e salve.

Pronto! Agora o seu smartphone Samsung terá uma tela inteligente personalizada, entregando performance máxima apenas quando necessário.

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🎥 Tutorial em Vídeo: Veja a Configuração na Prática

Para não restar dúvidas sobre como ativar e configurar esse recurso passo a passo no seu aparelho, assista ao vídeo completo que preparamos demonstrando todo o processo direto na tela de um dispositivo Galaxy:

Fonte: Canal TecnoUp no YouTube

Conclusão: Qual o impacto disso no seu bolso?

Se no passado as taxas de atualização elevadas eram exclusividade de flagships caríssimos, atualmente o recurso se democratizou, estando presente até em modelos intermediários de entrada. A percepção de fluidez visual ao mudar de um aparelho antigo para um modelo moderno com tela de alta frequência é nítida. Ao utilizar truques de otimização de software e automação, você consegue usufruir do melhor que o display oferece sem precisar abrir mão da autonomia da sua bateria.

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