Montagem mostrando na esquerda os dois microfones de lapela K9 na palma da mão e na direita a caixa do produto com o receptor.

A busca pelo áudio perfeito sem gastar muito é o “Santo Graal” dos criadores de conteúdo iniciantes. Recentemente, após um acidente com meu antigo microfone da Fifine, decidi testar uma das opções mais baratas e populares do mercado chinês: o microfone de lapela sem fio K9.

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Ele custa pouco mais de R$ 50,00 e o kit vem com dois microfones. No papel, parece o melhor custo-benefício do mundo, mas na prática, a realidade é bem diferente.

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Unboxing e Primeiras Impressões

A caixa do K9 é surpreendentemente bem apresentável para um produto tão barato. O kit que testei é o duplo, que acompanha:

  • 02 Microfones transmissores;
  • 01 Receptor USB-C (com versões para Lightning disponíveis);
  • 01 Cabo de carregamento;
  • Manual básico.

Os microfones são extremamente leves e pequenos. O acabamento é em plástico simples e não transmite muita robustez, mas pelo preço, é algo esperado. O sistema é Plug & Play: conectou o receptor no celular (testei no meu Samsung e funcionou de primeira), ligou o microfone e ele já começa a gravar.

Montagem mostrando na esquerda os dois microfones de lapela K9 na palma da mão e na direita a caixa do produto com o receptor.
O kit do K9 vem com dois microfones, mas o desempenho prático divide opiniões. (Foto: Reprodução/TecnoUp).

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O grande problema: O cancelamento de ruído agressivo

Aqui é onde o K9 “perde o brilho”. O microfone possui um algoritmo de cancelamento de ruído embutido que é extremamente agressivo.

Em ambientes externos, como mostro no vídeo durante um dia de chuva, ele até consegue silenciar o barulho da água caindo, mas o custo disso é a sua voz. O software tenta filtrar tanto o ruído externo que acaba cortando frequências da voz humana, deixando o áudio com aquele aspecto de “lata”, metálico e com falhas constantes.

Diferente de microfones superiores, como o Fifine M6, o K9 não entrega um áudio natural. Enquanto o Fifine mantém o timbre da voz mesmo em ambientes difíceis, o K9 falha em manter a estabilidade da captação.

Confira o teste comparativo completo no vídeo abaixo:

Fonte: Canal TecnoUp no YouTube.

Dica técnica: Compatibilidade com Android

Se você usa um celular Samsung, o K9 provavelmente funcionará no aplicativo de câmera nativo. No entanto, em aparelhos Motorola ou de outras marcas, a câmera nativa costuma não reconhecer microfones externos USB. A solução é instalar o aplicativo Open Camera, onde você pode forçar a entrada de áudio externa nas configurações.

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Teste de Campo: Oficina e Ambiente Externo

Levei o K9 para a minha oficina (ambiente com eco e ruído) e para o quintal sob chuva. A conclusão foi a mesma: ele tenta ser inteligente demais e acaba estragando o áudio.

Tentei pesquisar se havia como desativar esse cancelamento (alguns manuais de versões Lightning dizem que 3 cliques no botão mudam o nível de ruído), mas nesta versão USB-C genérica, nenhuma combinação de botões funcionou. O manual, inclusive, descreve luzes de LED verdes que, na prática, são azuis no produto — sinal clássico de hardware genérico.

Assista mais um vídeo com testes de rotina externa, para ver a qualidade do K9 na prática.

Fonte: Canal TecnoUp no YouTube.

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Conclusão: O K9 vale a pena?

Sendo bem direto: na minha opinião, não. Embora o preço de R$ 50 seja tentador, é um investimento que você acaba “jogando fora” se o seu objetivo é criar conteúdo com o mínimo de qualidade profissional. A frustração de ter um áudio falhando ou metalizado é pior do que gravar com o microfone nativo do celular em um ambiente silencioso.

Se você pode investir um pouco mais (na faixa dos R$ 150), o Fifine M6 ou até modelos de entrada da Boya entregam uma experiência muito superior. O barato, neste caso, sai caro pela falta de naturalidade na voz.

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