Um beeper Motorola, modelo Bravo Express, comercializado pela Companhia de Telefones do Chile nos anos 1990.

Se você nasceu depois dos anos 2000, o seu conceito de tecnologia é baseado em telas touch, internet 5G e tudo resolvido em um clique. Mas, acredite: a vida digital já foi uma verdadeira corrida de obstáculos.

Imagine ter que limpar o seu mouse para ele voltar a funcionar ou esperar o domingo chegar para poder navegar na internet sem gastar uma fortuna. Parece roteiro de filme de época, mas era o cotidiano de qualquer apaixonado por tecnologia há pouco mais de 20 anos.

Prepare o seu coração (e a sua nostalgia) para esta lista de tecnologias “bizarras” que eram absolutamente normais antigamente.

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O Mouse com “Bolinha” (e a faxina semanal)

Antes dos sensores ópticos e lasers de alta precisão (veja aqui uma lista dos melhores mouses custo-benefício), os mouses tinham uma esfera de borracha pesada dentro deles. Conforme você movia o mouse, essa bolinha girava dois roletes internos. O problema? Ela acumulava toda a poeira e gordura da mesa. O resultado era um mouse travando, o que exigia que você abrisse a tampinha e fizesse uma “cirurgia” de limpeza com o dedo ou um palito.

Imagem mostra um mouse antigo com bolinha para o lado de fora.
Mouse com bolinhas eram normais nos computadores dos anos 90.
(Foto: Mouse com bolinha/PxHere)

Assista o vídeo curto abaixo, que mostra mais detalhes de como eram os mouses com bolinha de antigamente. No vídeo, ele mostra o que tem dentro da bolinha.

Fonte: Canal Testroom 7 no YouTube.

Internet Discada: Ocupando a linha e o terror do pulso único

Navegar na internet significava inutilizar o telefone fixo da casa. Se alguém ligasse, a conexão caía. E o barulho? Aquele som de “chiado de fax” conectando era o hino dos internautas. O detalhe mais bizarro: a gente esperava dar meia-noite de sábado para conectar, pois pagávamos apenas um “pulso” e podíamos ficar horas online sem quebrar o orçamento da família. O jovem de hoje nem imagina o que é isso, pois mesmo a linha telefônica analógica já está em extinsão.

Imagem mostra um modem de acesso discado US Robotics Courier.
Modem analógico Courier V34 da US Robotics.
(Foto: Modem analógico/Wikimedia Commons)

O “Bip” (ou Pager): O ancestral do WhatsApp sem resposta

Antes do celular popularizar, os executivos e médicos usavam o Pager. Você ligava para uma central, ditava uma mensagem para uma atendente e ela enviava para o aparelhinho da pessoa. Ela recebia o texto, mas não podia responder! O dono do Bip tinha que correr para encontrar um orelhão (telefone público) para retornar a chamada.

Um beeper Motorola, modelo Bravo Express, comercializado pela Companhia de Telefones do Chile nos anos 1990.
Pager Motorola Bravo Express – CTC Chile.
(Foto: Bip/Wikimedia Commons)
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Disquetes: A memória de um formigueiro

Hoje, um vídeo simples de 1 minuto no WhatsApp tem cerca de 15MB. Sabe quanto cabia em um disquete? Apenas 1,44 MB. Para instalar um jogo ou programa pesado, era comum usar uma pilha de 10 ou 15 disquetes, inserindo um por um e rezando para que o último não estivesse corrompido.

Um disquete Imation de 3,5 polegadas.
Um disquete Imation de 3,5 polegadas.
(Foto: Disquete/Wikimedia Commons)

Enciclopédia Barsa: O “Google” de 20 volumes

Trabalho escolar antigamente não envolvia o ChatGPT, Gemini e nem outra IA. Envolvia ir até a biblioteca ou usar a coleção de livros da Barsa que seus pais compraram em 10 vezes. Se a informação não estivesse naqueles livros, ela basicamente não existia para você. Copiar e colar? Só se fosse à mão, no papel almaço.

Coleção da Barsa na biblioteca da Câmara Municipal de Sobral.
Coleção da Barsa na biblioteca da Câmara Municipal de Sobral.
(Foto: Barsa/Wikimedia Commons)

Revelar fotos (e a surpresa da foto queimada)

Você tirava uma foto e só sabia se ela ficou boa 15 dias depois. As câmeras usavam rolos de filme (de 12, 24 ou 36 poses). Você levava o filme a uma loja e esperava a revelação. O choque de descobrir que aquela foto incrível saiu tremida ou “queimada” (completamente branca) era uma dor que o jovem do Instagram nunca conhecerá.

Outra coisa muito comum, eram as pessoas sairem com os olhos vermelhos nas fotos. Isso acontecia quando a luz do flash que era comumente utilizado, refletia na retina, no fundo do olho, que é ricamente vascularizada.

Câmera estéreo 3D Coronet. O filme 127 está incluído para referência de tamanho.
Câmera Coronet 3-D com caixa e filme.
(Foto: Câmera Analógica/Wikimedia Commons)

O “Tijolão” e o Jogo da Cobrinha

O primeiro celular de muita gente não tinha câmera, não tinha cor e a bateria durava 5 dias. O auge do entretenimento mobile era o Snake (o jogo da cobrinha). Passávamos horas tentando bater o recorde em uma tela monocromática verde com pixels gigantes.

Celular antigo Nokia 3310 com jogo Snake II.
Celular antigo Nokia 3310 com jogo Snake II.
(Foto: Celular Nokia 3310/Wikimedia Commons)
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Conclusão: Evolução ou Saudade?

Olhando para trás, parece que vivíamos na pré-história tecnológica. Mas foi essa era de “bolinhas de mouse” e “internet barulhenta” que pavimentou o caminho para a alta tecnologia que temos hoje no bolso.

E você, viveu essa época? Qual dessas tecnologias mais te dá saudades (ou pesadelos)? Comente aqui embaixo e compartilhe com aquele amigo que reclama quando o Wi-Fi demora 2 segundos para carregar!

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