Comparação lado a lado entre a jornalista Francielle Mianes e seu clone digital criado por inteligência artificial. Ambas vestem blazer vermelho e estão em um cenário de estúdio. No topo da imagem, as etiquetas "Real" e "Fake" identificam a pessoa humana e o avatar de IA.

As inteligências artificiais estão evoluindo de uma forma que, confesso, chega a ser assustadora. Recentemente, me deparei com um vídeo da Francielle Mianes onde ela apresenta o seu próprio “clone digital”. A semelhança, os gestos e o tom de voz são tão perfeitos que em primeiro momento é difícil distinguir quem é a pessoa real e quem é o avatar de IA.

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Eu acompanho as novidades tecnológicas diariamente aqui no TecnoUp, e admito que fiquei tentado a criar o meu próprio clone para facilitar a produção de conteúdos. Mas, quanto mais eu estudava a ferramenta, mais uma preocupação começou a martelar na minha cabeça. Será que vale a pena entregar nossa imagem e voz de bandeja para servidores de terceiros?

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Como funciona a criação de um Avatar Realista (HeyGen)

A ferramenta apresentada é o HeyGen, um site que permite criar avatares hiper-realistas. O processo é tecnicamente simples, mas exige uma autorização explícita:

  1. O Cadastro: O site oferece um sistema de créditos (um crédito equivale a um minuto de vídeo), permitindo um teste gratuito.
  2. O Vídeo Base: Você precisa enviar um vídeo seu de alta resolução (2 a 5 minutos), gravado em ambiente silencioso e com boa iluminação, para que a IA rastreie cada detalhe do seu rosto e expressões.
  3. A Autorização de Imagem: Este é o ponto que mais me chamou a atenção. Para gerar o clone, você precisa gravar uma declaração em vídeo autorizando a plataforma a usar sua imagem e voz para construir o avatar.
  4. O Resultado: Após o processamento, você tem um boneco digital que fala qualquer texto que você digitar, com a sua voz e seus trejeitos, inclusive em outros idiomas.
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A ficção científica que virou realidade

Lembro que, anos atrás, via filmes policiais onde o computador traçava a ficha completa de alguém em segundos, ou víamos personagens conversando por hologramas. Naquela época, parecia algo muito distante. Hoje, o “Skynet” da vida real parece estar batendo à nossa porta.

Essa tecnologia pode poupar um trabalho imenso para criadores de conteúdo e empresas, mas o risco envolvido é proporcional à facilidade.

Por que eu decidi não criar o meu clone (por enquanto)

Apesar da curiosidade, meu lado “Tiozão da TI” falou mais alto. Lembrei de uma colega de trabalho que, anos atrás, tapava a webcam com um post-it por medo de ser vigiada — algo que o próprio Mark Zuckerberg também faz. Se temos receio de uma câmera aberta, por que não teríamos de enviar toda a nossa biometria facial e vocal para uma base de dados externa?

Minhas principais preocupações são:

  • Vazamento de dados: Quem garante que esses servidores são 100% seguros? Se esses dados vazam, criminosos podem usar seu clone para aplicar golpes em seu nome.
  • Falsificação de Identidade: Em 2026 isso já é muito comum. Vemos deepfakes sendo usados para vender produtos falsos usando a imagem de YouTubers famosos. Com um avatar perfeito, desconfiar de um vídeo na internet se tornará quase impossível.
  • Perda de Controle: Uma vez que sua imagem está lá, você perde o controle sobre como ela pode ser processada no futuro.
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Minha Reação e Conclusão

Assista ao vídeo abaixo onde eu reajo a essa tecnologia e explico detalhadamente por que o meu pé atrás com essas inovações é, acima de tudo, uma questão de preservação da nossa identidade digital.

Fonte: Canal TecnoUp no YouTube.

No momento, prefiro continuar gravando meus vídeos de forma “raiz”, garantindo que quem está falando com vocês sou eu mesmo, de carne e osso. A IA é uma ferramenta fantástica, mas precisamos de limites claros para que ela não acabe fugindo do controle.

E você, o que acha? Acha que é apenas neura da minha cabeça ou também sente esse receio ao ver um clone tão perfeito? Comente aqui embaixo, quero muito saber a opinião de vocês sobre o futuro da nossa privacidade!

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